Dos Sonhos para a Garagem

Por Morgana Bressiani

Nessa de fazer música, Olavo passou por quatro bandas, Felipi por três, e tocando aqui e ali eles se esbarram, e assim nasceu a Bliana, do desejo de dois jovens, uma banda de garagem para criar um som que os identificasse e que fosse um trabalho sério.

O Power- trio, é composto além de Olavo, no vocal e guitarra, e Felipi Pimentel na bateria, também por Gabriel Pimentel, irmão mais novo de Felipi, no baixo. Olavo Luz é responsável pelas criações, ele compõe as letras e as melodias, e nos ensaios, no estúdio improvisado na casa do vocalista, todos contribuem com as criações, e assim surgem as músicas da Bliana, todas de autoria da banda.

Felipi Pimentel - Baterista da Banda Bliana

A Bliana é mais uma entre muitas banda de garagem, conhecidas por esse apelido sugestivo por terem como local de ensaio lugares como quartos, fundos de quintal, salas vazias, e as populares garagens, mas o que caracteriza mesmo esse tipo de banda é a imagem espontânea e o espírito independente.

Mas mesmo com toda essa marra de faça-você-mesmo, juntar um microfone, uma guitarra e uma bateria, somadas ao grande desejo de garotos X Rock in roll, não é o suficiente. Ser um astro da música não é fácil, fazer boa música é mais difícil ainda. Felipi sabe muito bem disso, a banda Bliana não está junta nem a um ano completo ainda, mas eles já sentiram na pele a dura realidade de quem ousa sonhar em fazer música. “Grana sempre é um empecilho, quando se fala em gravar, manter os instrumentos ou comprar um melhor, a grana sempre é um fator que dificulta as coisas.” desabafa o baterista.

Felipe Meirelles, além do nome, tem outras coisas em comum com Felipi Pimentel. Integrante da banda Calamity Jane, ele também é bateristas, e como Pimentel, no começo teve algumas dificuldades com a banda. “Ensaiávamos no quarto do vocalista, tudo amontoado, caixas de som velhas e cabos remendados, a bateria quase em cima da cama.” relembra.

Hoje a banda de Meirelles tem estúdio próprio, e faz vários shows pela região, mas Calamity Jane e Bliana compartilham algo muito maior do que o começo de uma história em um quartinho lotado de instrumentos, Pimentel e Meirelles se uniram a outros meninos, que como eles, sonhavam com muito mais do que sucesso, sonhavam em fazer música, música boa, daquelas que marcam gerações.

Felipe Meirelles - Bateristas da Banda Calamity Jane

E como muitos outros garotos que sonham em um dia ser o ídolo de sua geração, seguem os meninos da Calamity Jane com suas vitórias, e seguem os meninos da Bliana com seu talento e vontade de ser grande, mas todos eles com o mesmo sonho, e se pudessem falar todos juntos diriam a mesma coisa que Felipi Pimentel: “A melhor recompensa é ver as pessoas lá em baixo, se divertindo com o seu som… É impagavel, ver os lábios das pessoas cantando a música que você compôs é incrível!”

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Se for pra começar do zero, que seja na Escola de Música do Teatro Carlos Gomes, em Blumenau

Por Mariana Müller Censi

Ele nasceu no dia 11 de julho de 1836, em Campinas, interior de São Paulo. De família humilde, porém dedicada e apaixonada por música, Antônio Carlos Gomes foi o mais importante compositor de ópera brasileira. Começou com uma banda em família, juntamente com seus pais e irmãos. Desde cedo freqüentou escolas de piano e canto, além de árduos estudos de ópera. E é em homenagem a este homem, brasileiro, com fama internacional em autorias de ópera (autor de O Guarani), que Blumenau, em Santa Catarina, nomeia seu primeiro teatro.

Inaugurado no dia 24 de junho 1860, a Sociedade Dramático Cultural Carlos Gomes, em Blumenau, é uma entidade cultural sem fins lucrativos. Além de escola de teatro e dança, a sociedade abriga a Orquestra Prelúdio, a Orquestra de Câmara de Blumenau e a famosa Escola de Música do Teatro Carlos Gomes. No início, a sociedade cultural, mantinha suas atividades em anexo à sociedade dos atiradores da cidade; mas a partir do dia 1º de julho de 1939, foi inaugurada, aos moldes dos teatros da Alemanha, a atual sede bem no centro de Blumenau, na rua XV de Novembro.

Teatro Carlos Gomes (fonte: site da instituição http://www.teatrocarlosgomes.com.br)

A Escola de Música existe desde 1971, quando deixa de ser o Conservatório Curt Hering, desde 1949, para ser a Escola Superior de Música de Blumenau, sob a direção de Oscar Armando Zender. Carrega na bagagem influências sobre a criação do 1º coro Infanto Juvenil da região de Blumenau, na década de 70.

Participantes do 1º Coro Infanto Juvenil da Escola Superior de Música de Blumenau do Teatro Carlos Gomes de Blumenau. Década de 70. (Fonte: Biblioteca de Música da Escola de Música do Teatro Carlos Gomes.)

E depois disso vieram as escolas de interpretação como teatro e dança. Também muito famosas na região.

A Escola de Música conta com dois núcleos de estilos musicais, que são: o da Música Erúdita, que conta com aulas de canto, clarinete, violino, tuba e outros que integram este estilo; e o de Música Popular, que traz cursos de baixo, bateria, vilão, guitarra, entre outros.

Também tem o curso de Musicalização, que nada mais é do que aulas de educação musical, por exemplo. Indicado para bebês, acima de seis meses, até a melhor idade. As aulas promovem o desenvolvimento do conhecimento teórico da música e o equilíbrio na hora de tocar.

Além dos cursos que fazem parte dos projetos de inclusão social, como: alunos bolsistas; coro infanto-juvenil, com alunos até 17 anos; curso de leitura de notas musicais; e o Grupo de percussão popular para crianças, jovens e adultos.

Sem esquecer-se dos conjuntos que recheiam esta escola de música, entre eles: o Grupo de Música Folclórica Alemã; os grupos de choro e sopro; de Música Antiga; o Grupo de Canto Coral e a Orquestra Prelúdio.

A Escola de Música do Teatro Carlos Gomes tem as portas abertas aos apaixonados por música. Se você tem vontade de participar de algum curso, corra! As matrículas começam dia 1º de dezembro para quem não for aluno. E se já é, começou dia 20 de novembro. Para ambos o prazo é até o dia 17 de dezembro. O custo da matrícula é de R$ 39,90 e as mensalidades – sólidas – podem ser divididas em 11x de R$ 194,00, ou então, 12x de R$ 178,00. Para mais informações ligue 47 – 3037-3400 / 3144 7166, com Jaqueline Vogel.

Fontes: http://www.wikipedia.org/wiki/Carlos_Gomes
http://www.teatrocarlosgomes.com.br/
http://www.teatrocarlosgomes.com.br/escolas_musica_apresentacao.asp
Central de Atendimento Escola de Música Teatro Carlos Gomes, Jaqueline Vogel, 47-3037-3400

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Onde encontrar o rock alternativo no Vale e no Litoral

Por Julia Schäfer Dourado

Bem-vindos, marujos, subam a bordo deste navio, onde o maior tesouro não é ouro ou rum, mas sim o rock alternativo. Com a temática pirata, o Ahoy! Tavern Club, da cidade de Blumenau, chama atenção e cria uma identidade própria na cena do rock catarinense. Os sócios Marcelo Alexandre Novelli, mais conhecido como Kaiser, e Leonardo Biz, são também donos da produtora Barba Ruiva, que tem como símbolo um pirata.

“O pirata tem atitude e seguimos a mesma linha com o bar, que é inspirado numa taverna com música boa. Temos um conceito a ser seguido, abrimos espaço para o rock e também para MPB e samba rock, estilos que tem relação com o rock”, explica Kaiser. O ambiente rústico com uma pitada moderna segue o estilo taverna, tem algo de pub, mas o foco do local é o show. Kaiser comenta que algumas das bandas que lá tocaram alcançaram renome regional, cresceram, assim como a cena do rock catarinense cresce agora em público e qualidade musical. Florianópolis, em sua opinião, é uma das cidades que está em um bom momento.

Marcelo Kaiser, um dos sócios do Ahoy! Tavern Club

O público da Ilha da Magia escolheu no início deste ano, o Célula Cultural como a Melhor Casa de Shows do estado, em um prêmio dado pela Válvula de Rock Catarinense. Entre várias outras casas de Florianópolis – como o Taliesyn Rock Baar, Blues Velvet e Let’s Rock, todos locais que abrem espaço para o rock alternativo de qualidade – e de todo o estado, o Célula alcançou destaque. Um fato curioso de Floripa, citado pelo repórter e redator do site Válvula Rock, Léo Telles Motta é que a própria Universidade Federal de Santa Catarina faz shows de qualidade, com um detalhe especial: cerveja a um ótimo preço.

Há opções no litoral, como o Saint’s Bistrô e o Didge Australian Steakhouse Pub, em Itajaí e Balneário Camboriú, que são na verdade, pubs, e que apesar de fazerem poucos shows, abrem espaço para o rock esporadicamente. Ainda em Itajaí, há o Big Pub, um bar de rock que, além de ser palco de bandas da região, ainda organiza alguns festivais.

É claro que, em Santa Catarina, ainda há muitas outras casas que deixam o rock alternativo entrar e encantar seus apreciadores, porém ainda há pouca divulgação. Para divulgar as festas do Ahoy! Tavern Club, Kaiser utiliza material gráfico, redes sociais, o site do local, e-mail marketing e newsletter. “Quando o evento pede, também fazemos divulgação em rádio. Mas isso é raro, pois o bar é pequeno e cabe entre 200 e 300 pessoas”. No entanto, outras casas acabam por não trabalhar de forma forte a divulgação, o que pode até passar uma imagem de ser ainda mais alternativo, porém faz com que o nome do clube não chegue aos ouvidos de muitos amantes do rock.

O repórter Léo, que freqüenta o cenário do rock alternativo desde a adolescência tem uma opinião formada a respeito deste estilo musical em Santa Catarina hoje. “Concordo que a cena está num momento legal de divulgação e iniciativas, mas ainda assim os focos são bem distintos e há poucas casas, de fato, voltadas pro rock”.

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A arte de fazer música com lata

Por Jonas Augusto da Rosa.

Com o objetivo de atuar no processo de construção da cidadania de crianças e jovens em risco social, de levar o mundo da música e da arte como eixo de desenvolvimento do ser, nasceu em Camboriú o grupo socioeducacional Latarte.

A coordenadora geral do grupo, Rose Figueiredo, conta com alguns profissionais da educação para as atividades de percussão, apoio escola, oficina de expressão corporal, hip hop, violão, palestras socioeducativas, cursos profissionalizantes como o embelezamento de pés e mãos.

Atividade com os alunos do Latarte na Praia Central de Balneário

Essas atividades funcionam no turno inverso ao da escola dos jovens, no bairro Monte Alegre, um dos lugares da cidade onde há um risco social preocupante. Uma das razões do projeto “evitar que estes [jovens] tornem-se vulneráveis a situação de risco social.”

O Latarte trabalha com quatro princípios do projeto que são a Média Escolar, disciplina, responsabilidade e respeito, é em cima dessas bases que a música como norteadora da ideia do Latarte, ajuda as crianças desde 2006 com as atividades complementares.

Alunos recebem reforço escolar do Latarte

A lata como Arte!

A arte de fazer música em latas - Praia de Balneário Camboriú

É com latas de tintas, encontradas muitas vezes no lixo, que os jovens do Latarte encantam os ouvidos de quem prestigia as apresentações do grupo. No repertório dos garotos as músicas de diversos estilos e gostos fazem parte dos shows que eles fazem. Confira a apresentação do Latarte feita no Colégio Agrícola de Camboriú:

Conheça mais o projeto Latarte, acesse http://grupolatarte.wordpress.com/

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Luz, som, ação!

Por Gabriela Piske

Luzes coloridas por todos os lados e pessoas ao redor. Na cabeça está o grande fone de ouvido. E com as mãos, comanda a mixagem que embala a festa. DJ, responsável por dar ritmo ao “cenário” da vez. Um sábado, ou mesmo em algum dia da semana. À noite, ou com o sol enfeitando a paisagem. Vários locais, diferentes rostos. E o/a DJ está lá, cumprindo o papel de levar a música ao encontro de cada um.

DJ Neoum

Na badalada Balneário Camboriú (como contou Morgana Bressiani, na matéria “As duas noites de Balnério Camboriú”), a paulistana, mas radicada em Santa Catarina, DJ Neoum, mostra a sua performance nas festas. Apaixonada por arte e a estrutura das pick ups, começou em 2007 a participar de cursos de DJ. Formou-se como produtora musical e hoje, é também acadêmica do terceiro período de Jornalismo, na Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

Atraída pela house music, a DJ Neoum embala as pistas com esse estilo, variando entre influências latinas, vocais e remixes em hits de vanguarda.

– Misturo tudo, sempre buscando a harmonia entre os instrumentos e fazendo a pista curtir e se divertir a cada mixagem -, comenta.

Das baladas tradicionais, para as alternativas

Com o surgimento de casas noturnas destinadas ao público homossexual e simpatizante, as chamadas GLS, a DJ lançou no último sábado, na Yes Mix Club – um dos locais de Balneário Camboriú mais procurado por esse público -, o projeto Glow Up, que promete agitar o verão do litoral catarinense. Muito house somado ao multicolorido fluorescente e voltado, exclusivamente ao público “descolado”, ou seja, os gays.

Projeto Glow Up

– A ideia surgiu recentemente, em parceria com o Paulo Marinho, promouter da Yes. Ele é super antenado e bem experiente no ramo do entretenimento. Esse projeto é uma atmosfera totalmente irreverente e fora do comum -, conta a DJ.

DJ Neoum tocando no lançamento da Glow Up, na Yes Mix Club

A próxima festa da Glow Up ainda não tem data, nem local definido. Mas a DJ já está nos preparativos. E enquanto a balada não acontece, é possível acompanhá-la via twitter e também em seu blog.

Baladas de homossexuais para heterossexuais

É perceptível o crescimento de indivíduos que sentem atração por pessoas do mesmo sexo, inclusive assumindo publicamente a opção sexual – recentemente o cantor latino Ricky Martin declarou ser gay-. Já não é mais raro andar nas ruas e se deparar com duas meninas, ou dois meninos, andando de mãos dadas e até mesmo abraçados. E, apesar do preconceito ainda persistir, algumas barreiras vem sendo demolidas quanto ao homossexualismo, como a realização do casamento gay, aprovado na Argentina, em agosto deste ano.

Mas, além da garantia de direitos que esse público está conquistando, há também o espaço para a diversão (como foi dito acima, com o projeto Glow Up). As baladas GLS já estão por todo o país. Só em Balneário Camboriú, são cinco casas noturnas desse gênero. Mas, não é só o gay que agita a festa. Os heterossexuais também marcam presença, principalmente do sexo feminino.

Casas noturnas destinadas a público gay são cada vez mais frequentes

– Você se sente a vontade e pode fazer coisas que normalmente não seria muito bem visto em uma festa comum, como por exemplo, usar o banheiro masculino ou dançar com pessoas que nunca viu. Além do que, ao estarmos nesses lugares torna-se uma quebra de preconceito – conta a estudante de publicidade e propaganda, de 19 anos, Bárbara Nataly da Silva, que frequenta locais destinados ao público GLS.

Para Bárbara, a música é o que mais a atrai para esse tipo de balada.

– Toca desde Lady Gaga, passando por rock anos 80, até ao moderno indie. Fugindo do padrão house, hip hop ou sertanejo universitário.

Karine dos Santos, de 20 anos, que cursa Construção Naval, destaca a “liberdade” que sente em festas GLS.

– Ninguém repara no que você está vestindo. Podendo também curtir as músicas, dançar do jeito que quiser.  Nessas baladas você se solta, relaxa, esquece um pouco do mundo e dos padrões da sociedade.

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I DO feel like dancing

Minha TV velha e terrível passa o DVD mais viciante que já comprei. Oasis, ano 2000, quase uma antiguidade. Por maior o vício que o show tenha despertado em mim, não consigo parar de pensar, com muita inveja, nas pessoas que agora estão em São Paulo, mais especificadamente na Via Funchal, curtindo o show do meu conjunto de pop/dance favorito: o Scissor Sisters.

Só de pensar que não estou na multidão que dança “I don’t feel like dancing” e “I’ve found a whole new hay”, já bate uma frustração. O grupo novaiorquino está em turnê mundial, divulgando o CD “Nightwork”, o terceiro álbum da carreira, lançado neste ano. Um fato curioso é o próprio nome da banda, uma gíria para uma posição lésbica, o que marca a irreverência e a transgressão características da banda.

O grupo é formado por Jake Shears (vocal principal), Babydaddy (baixo, teclado, segundo vocal e guitarra), Ana Matronic (vocal, percussão), Del Marquis (guitarra principal) e Randy ‘Real’ Schrager (bateria).

Para quem não conhece, aí vai um pestisco: minha duas músicas preferidas, citadas no texto.

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Coro Misto Santa Cecília: 112 anos de história musical

Por Júlia Schäfer Dourado

Vozes afinadas cantam os 112 anos de história do Coro Misto Santa Cecília. Desde 1898, este grupo reúne gente que tenha interesse no canto lírico. A iniciativa foi de padres franciscanos de Blumenau, que prestavam assistência religiosa em Gaspar. Ele assumiu uma forma mais parecida com a que tem hoje após o maestro Egon Bohn ter reorganizado o coro em 25 de novembro de 1958, o que resultou em um repertório novo, incluindo músicas populares e folclóricas a música sacra.

O mês de novembro é sempre especial para os membros do coro, que comemoram o aniversário do grupo. Neste ano, celebraram os 112 anos com uma missa especial, em que foram convidados a participar músicos de Blumenau que tocam instrumentos de corda e o repertório apresentado foi o mesmo utilizado em uma apresentação do Coro Misto Santa Cecília em Buenos Aires. De acordo com a presidente do grupo, Ângela Pereira Spengler, essa coletânea musical diversificada conta tanto com músicas populares quanto com uma parte erudita sacra. “A música sacra faz parte da tradição do coro, já que sua criação foi voltada para celebrações litúrgicas. Cantamos músicas deste tipo em latim e alemão. Como participamos de diversas solenidades, fazemos apresentações variadas, a grande pluralidade musical enriquece bastante”.

Coro Misto Santa Cecília em apresentação realizada na Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, em Gaspar

Diversidade é uma palavra que descreve bem o grupo, tanto no repertório quando nas idades de seus integrantes, que vão de 14 até 70 anos, e nas vozes  que incluem tenores, sopranos, contraltos e baixos. É a soma de todas estas vozes que cria uma perfeita harmonia e encanta a todos que têm a oportunidade de apreciar uma apresentação do coro gasparense.

Toda semana, as 34 pessoas que formam o coral, sendo uma delas de Blumenau, reúnem-se nas terças-feiras e domingos à noite para ensaiar sob a regência de Dayro Bornhausen, que é também regente do Coral Amor e Esperança da Terceira Idade de Gaspar, pianista da Orquestra Prelúdio do Teatro Carlos Gomes de Blumenau e Diretor da Cultura de Gaspar. A história de vida de Dayro se encontra cedo com o Coro Misto Santa Cecília. “Posso dizer que, musicalmente, o Coro Santa Cecília foi minha maior experiência, pois foi quando me tornei efetivamente regente. Comecei com 16 anos, cantando, depois fazia acompanhamento com piano como co-repetidor, e aos poucos, a regente da época foi me convidando para reger uma música ou outra de vez em quando. Depois de ela ter se afastado, assumi seu cargo”.

Ângela destaca que o Coro Misto Santa Cecília está sempre aberto para novos cantores, para que pessoas que curtem este tipo de arte e moram na região de Gaspar possam participar.

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